GRUPOS DE REFLEXÃO E MOVIMENTO DAS CAPELINHAS: UM NOVO JEITO DE SER IGREJA

 

Os Grupos de Reflexão são um novo jeito de ser IgrejaSão realizados nas casas, apartamentos, ruas, empresas, fábricas com o objetivo de conhecer e viver a palavra de Deus, como também evangelizar tantos que ainda não a conhecem. Para O arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, o objetivo é apresentar para a sociedade a forma mais forte de evangelização da Igreja Católica, a reunião nas famílias. “Os grupos são a melhor pastoral porque atingem o povão, as casas, as famílias, semanalmente. Eles constituem a catequese e a missão permanente, e por isso, revitalizam a comunidade”, (...) São um modo moderno de ser Igreja, em pequenas comunidades e que permitem a seus frequentadores crescerem juntos na fé: no convívio fraterno, na formação de lideranças, na visitação das casas, na confraternização, no conhecimento mútuo, etc. (Fonte: Arquidiocese de Londrina).

 

Os Grupos de Reflexão são agrupamentos de famílias que se reúnem sistematicamente nas casas, podendo ser uma vez por semana ou mesmo a cada quinze dias. Dão ao povo a chance do encontro com a Palavra de Deus, tornando-a conhecida e anunciada. Criam oportunidade para que a Palavra de Deus, pelo testemunho dos cristãos, atinja e transforme a sociedade, na perspectiva do Reino.

 

Os grupos de cristãos que se reúnem em suas casas – conhecidos com diferentes nomes: Grupos de Reflexão, Grupos de Famílias, Grupos de Vivência Cristã, Pequeno Grupos, Círculos Bíblicos, Comunidades Eclesiais de base, Pequena Comunidade de fé, entre outros. Na verdade, esse “jeito de ser igreja”, não é novo porque foi o jeito que a igreja nasceu desde ”Pentecostes”, quando os discípulos estavam reunidos no cenáculo com Maria, refletindo nas Palavras de Jesus Cristo.

 

O Documento da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), nº 100, que tem como título “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia – a conversão pastoral da paróquia, ao tratar dos “sujeitos e tarefas da Conversão Paroquial” (Capítulo 5), destaca a importância de se fomentar a participação dos leigos nos grupos bíblicos ... para que eles possam cumprir sua missão na vida da igreja e no mundo, testemunhando Cristo e colaborando nas atividades pastorais da paróquia.

 

O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (2013), propõe que a “transformação missionária da Igreja”, seja o cumprimento do ‘envio’ de Jesus Cristo, uma Igreja em Saída.

 

Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf. Gn 12, 1- 3). Moisés ouviu a chamada de Deus: «Vai; Eu te envio» (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf. Ex 3, 17). A Jeremias disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jr 1, 7). Naquele «ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG, 20).

 

Os encontros dos Grupos de Reflexão, segundo o diácono e coordenador dessa pastoral, na arquidiocese de Curitiba, Odaril Rosa (2013), são momentos de formação para os que atuam nas paróquias e comunidades da região. É importante salientar que esses grupos consistem em encontros de cristãos católicos para a vivência da vida cristã no seio das famílias.

 

Para Rosa, o objetivo principal dos encontros é a transmissão da fé, a formação e fortalecimento dos seus participantes, tendo em vista a construção de uma rede de comunidades a serviço da Palavra de Deus e da caridade. Além disso, a atividade busca incentivar a prática da Leitura Orante da Bíblia, a oração e o conhecimento da Bíblia.

 

Ao refletirmos sobre os temas do Ano da Fé e do Concílio Vaticano II recordamos que temos ainda uma longa caminhada para absorver seus ensinamentos, sobretudo, a transmissão da fé através do testemunho na família, na Igreja e na sociedade.

 

Em relação aos benefícios que se objetiva alcançar, na prática, com os Grupos de Reflexão, Rosa explica que na paróquia, os Grupos de Reflexão fortalecem a atividade pastoral, favorecem a participação de pessoas que estão afastadas da Igreja e renova os laços de amizade entre as famílias. "Também propicia aos participantes o aprofundamento de temas relevantes que estão sendo debatidos na Igreja do Brasil, fazendo com que eles sejam incluídos e participem das discussões", completa Rosa.

 

Há 34 anos a equipe diocesana elabora um subsídio chamado "Caminhando", o qual auxilia os coordenadores de grupos com propostas e temas a serem abordados durante o ano.

 

Quanto à metodologia dos encontros, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo propõe, nas Formações, a Leitura Orante da Palavra de Deus, cujos passos são:

Pacificação interior;

Invocação ao Espírito Santo;

 

1. Pedir perdão a Deus e também perdoar;

2. Ler atenta e lentamente o texto bíblico escolhido;

3. Imaginar o cenário apresentado pelo texto;

4.Inserir-se no cenário, tornando-se um dos protagonistas;

5.Palavras de adesão/propósito.

 

Conclusão.

Entre os anos de 2017 e 2020, os subsídios “Caminhando” muito se aproximaram desta metodologia, todavia diante das dificuldades que as Comunidades apresentaram na sua implementação, em 2021 esse subsídio foi simplificado e reduzido. Cada encontro, de acordo com os Subsídios “Caminhando 34”, consta de 1. Acolhida; 2. Palavra de Deus; 3. Palavra da Igreja; 4. Oração Final.

 

Na Paróquia Santa Teresinha de Lisieux de Colombo/Paraná, os grupos de reflexão e o Movimento das Capelinhas são pastorais que se integram. O lema “Caminhando com Maria ao Encontro de Jesus”, reflete bem o que acontece na prática; Primeiro, a visita das Capelinhas e com o tempo a organização dos Grupos para a Leitura Orante da Palavra de Deus.

Os grupos de Reflexão e o Movimento das Capelinhas têm o mesmo princípio: ser a “Igreja em Saída”. O Movimento da Capelinha, neste no de 2021, completou 84 anos na arquidiocese de Curitiba, portanto têm 50 anos a mais que os Grupos de Reflexão. Costumamos dizer que “Maria abre o Caminho para Jesus”. Em nossa paróquia temos mais famílias que recebem a visita de Nossa Mãe por meio das Capelinhas do que famílias que se comprometem, participando dos Grupos de Reflexão.

Em 2019 eram 58 Grupos de Reflexão e 553 famílias participantes; já as capelinhas em 2018 eram 102 e 2463 famílias recebendo as visitas.

 

REFERÊNCIA

 

Texto organizado pela equipe da coordenação dos Grupos de Reflexão da Paróquia Santa Teresinha de Lisieux para a Feira Pastoral de 2017 e 2018, revisto em 2021 tendo como fonte:

 

http://arquidiocesedecuritiba.org.br/2016/09/10/caminhando-30

http://www.gaudiumpress.org/content/45878-Arquidiocese-de-Curitiba-oferece-formacao-para-os-Grupos-de-Reflexao

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/45878-Arquidiocese-de-Curitiba-oferece-formacao-para-os-Grupos-de-Reflexao#ixzz4ZALsU5wx 


Autoriza-se a sua publicação desde que se citem as fontes. 

 

CNBB, Documento 100, Comunidade de comunidades: uma nova paróquia – A conversão pastoral da paróquia, 2014.

Papa Francisco, Exortação Apostólica, pós-sinodal, Evangelii Gaudium, 2013.

PERUZZO, José Antônio, Arcebispo de Curitiba. Passos da Leitura Orante. Curitiba: Editora arquidiocesana de Curitiba.1ª ed. 201